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em curso · atualizado em 03/11 · 5 fatos · 3 confirmados · 2 relatados

A disputa pelas presidências da Câmara e do Senado em 2027

O Palácio do Congresso Nacional, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 4 de fevereiro de 2016 (foto de arquivo, imagem de contexto)Roque de Sá/Agência Senado, 2016 · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Último fato, 03/11relatado Sóstenes Cavalcante diz que o PL oficializa Marinho em 4/11 e adia para 11/11 a decisão sobre Hugo Motta.

O Congresso eleito em 4 de outubro de 2026 toma posse em 1º de fevereiro de 2027 e, no mesmo dia, elege os presidentes da Câmara e do Senado, que definem a pauta, decidem se um pedido de impeachment anda e pesam nas nomeações e nas emendas. O PL sai da eleição com a maior bancada nas duas Casas, 121 deputados e 28 senadores, e a direita, somando PL, PP e Republicanos, terá mais da metade das cadeiras do Congresso, segundo o cientista político Lúcio Rennó. No Senado, o PL lança o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, contra a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), que já tem o apoio declarado da federação União-PP; Lula disse que o PT apoiará as reconduções de Alcolumbre e de Hugo Motta (Republicanos-PB). Na Câmara, o PL ainda não decidiu se apoia Motta ou lança candidato próprio: a bancada se reúne em 11 de novembro com os 32 deputados recém-eleitos.

O Senado

Em 27 de outubro, a federação União Progressista (União Brasil e PP) declarou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado e do Congresso, em nota assinada por Antonio Rueda e Ciro Nogueira, presidentes dos partidos, que fala em “estabilidade institucional” e “equilíbrio político”. A federação tinha apoiado Flávio Bolsonaro na eleição presidencial; o apoio enfraquece a pré-candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que parte da oposição via como nome de união. Lula afirmou que o PT apoiará as reconduções de Alcolumbre e de Hugo Motta (Estadão Conteúdo, 27/10).

O PL, que terá a maior bancada do Senado, marcou para 4 de novembro a reunião que define a candidatura de Rogério Marinho, tratado internamente como favorito (Itatiaia, 28/10). Na véspera, o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a candidatura será oficializada nesse dia, em reunião de líderes na sede do partido em Brasília: “Rogério Marinho já está definido, é o nosso candidato ao Senado” (Poder360, 3/11). Como vence quem tiver maioria absoluta, os candidatos precisam de votos além das próprias bancadas (Itatiaia, 28/10).

A Câmara

O PL ainda não decidiu se apoia a recondução de Hugo Motta ou lança candidatura própria. Segundo Sóstenes Cavalcante, não há posição majoritária na bancada, a decisão fica para 11 de novembro, com os 32 deputados recém-eleitos, e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, vai respeitá-la. Ele disse que não houve negociação de cargos com Motta e que o partido não descarta ficar fora da Mesa Diretora: “Estar isolado em um 1º momento não significa uma má estratégia” e “Nós não vamos jogar o nome do PL na lama, sem nenhum tipo de contrapartida aos nossos eleitores” (Poder360, 3/11).

O que está em jogo

Lula foi reeleito com 64 milhões de votos, mas com a oposição fortalecida no Congresso. No seminário Brasil 2027, da Fundação Casa de Rui Barbosa, Lúcio Rennó (UnB) disse que reformas recentes deslocaram o poder para o Legislativo: “Quem manda no país hoje são dois atores chave: o presidente da Câmara e o do Senado”. Para Cláudio Couto (FGV), a oposição deve obstruir a agenda do governo: “É uma direita que não reconhece a legitimidade do adversário e deve operar em lógica de sabotagem”. Rennó lê a vitória do PL no Senado como insatisfação com o STF, e diz que a discussão sobre impeachment e reformas profundas volta à tona (Agência Brasil, 3/11).

Nos bastidores do PL fala-se num projeto de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023, sem consenso sobre o alcance (Itatiaia, 28/10). A primeira votação de peso depois da eleição, a PEC da Segurança Pública, passou no Senado em 3 de novembro por 75 a 0, mas a redução da maioridade penal, defendida pela oposição, foi separada do texto por 38 a 36 (Agência Brasil, 3/11).

Na República

As fontes e o que não se conferiu

Apuração de 3 de novembro de 2026, só em páginas abertas e lidas. As candidaturas não são formais: a de Marinho estava anunciada para 4 de novembro, e Alcolumbre e Motta não aparecem, nas fontes abertas, lançando-se oficialmente. Os tamanhos das bancadas vêm da imprensa na noite da eleição, não do TSE, e podem mudar com trocas de partido até fevereiro; uma reportagem citada em busca fala em 29 senadores do PL, contra 28 da CNN Brasil e do Congresso em Foco. Nada impede a reeleição de Alcolumbre e de Motta, porque a eleição de fevereiro abre nova legislatura.

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