Eleitores na fila de uma seção eleitoral em Mumbai, na quarta fase da eleição geral indiana, em 7 de maio de 2009. Imagem de contexto: foto de arquivo, não da marcha de 1º de novembro de 2026.Comissão Eleitoral da Índia, publicada pelo Press Information Bureau (PIB), governo da Índia, 2009 · Wikimedia Commons · GODL-India
Último fato, 01/11confirmado O ministro da Saúde, Jagat Prakash Nadda, chama o ato de “drama” planejado por derrotados; a Comissão Eleitoral nega favorecer partidos.
A Comissão Eleitoral da Índia conduz uma revisão nacional das listas de eleitores que, segundo números da imprensa indiana citados pela oposição em ações na Justiça, já retirou mais de 130 milhões de nomes. Os críticos dizem que as exclusões atingem de forma desproporcional as minorias, sobretudo os muçulmanos, e que o processo é manipulado em favor do Partido do Povo Indiano (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi. A comissão diz que a revisão é necessária para ter listas corretas, que remove registros duplicados, de mortos e fraudulentos, que não favorece nenhum partido e que eleitores excluídos por engano podem pedir a reinclusão. Em 1º de novembro, o Congresso Nacional Indiano e aliados levaram dezenas de milhares de pessoas a Nova Délhi, segundo a AFP, para pedir a renúncia do comissário-chefe, Gyanesh Kumar. O governo chamou o ato de “drama”. A próxima eleição geral é em 2029.
- mais de 130 milhõesde nomes retirados das listas na revisão, segundo números da imprensa indiana citados pela oposição em ações judiciais; a France 24 fala em mais de 133 milhões (Al Jazeera, 1/11; France 24, com AFP, 1/11)
- 15%dos eleitores teriam sido cortados das listas depois da eleição geral de 2024, segundo Rahul Gandhi no ato de 1º de novembro (Pratidin Time, 1/11)
- dezenas de milharesde manifestantes na marcha até o Ramlila Maidan, segundo a AFP; a Al Jazeera fala em milhares (France 24, com AFP, 1/11; Al Jazeera, 1/11)
- 2029ano da próxima eleição geral indiana (Al Jazeera, 1/11)
A marcha de 1º de novembro
No domingo, 1º de novembro, manifestantes marcharam do centro de Nova Délhi, a partir do cruzamento de Minto Road com Connaught Place, até o Ramlila Maidan, campo tradicional de atos políticos. A AFP falou em dezenas de milhares; a Al Jazeera, em milhares, com centenas de policiais (France 24, com AFP, 1/11; Al Jazeera, 1/11; Pratidin Time, 1/11).
O ato foi convocado pelo Congresso Nacional Indiano e aliados da coalizão de oposição India e liderado por Rahul Gandhi, do Congresso, que desfilou num jipe aberto. Estiveram também Mallikarjun Kharge, Sonia Gandhi e Priyanka Gandhi Vadra, do Congresso, e Akhilesh Yadav, do Partido Samajwadi; um movimento de jovens nascido na internet, o Cockroach Janta Party, apoiou a marcha (France 24, com AFP, 1/11; Pratidin Time, 1/11).
“É o roubo da voz de cada cidadão da Índia”, disse Gandhi. “Este protesto não pertence a nenhum partido político. É o protesto da Índia para salvar a democracia e a Constituição” (France 24, com AFP, 1/11; tradução da Vigília). Segundo o Pratidin Time, ele disse que Kumar será afastado e preso e afirmou que cerca de 15% dos eleitores foram cortados das listas depois da eleição de 2024: “Não sou eu quem diz isso, é a Comissão Eleitoral” (Pratidin Time, 1/11; tradução da Vigília). Na véspera, houve na capital um ato público de “impeachment” do comissário-chefe (Pratidin Time, 1/11).
A revisão das listas
A revisão é nacional. Segundo números da imprensa indiana citados pela oposição em ações judiciais, mais de 130 milhões de nomes foram retirados das listas; a France 24 fala em mais de 133 milhões. Os números não são atribuídos pelas fontes à própria comissão (Al Jazeera, 1/11; France 24, com AFP, 1/11).
Os críticos dizem que as exclusões atingem de forma desproporcional as minorias, sobretudo os muçulmanos, e acusam a revisão de ser manipulada em favor do BJP. Segundo a Al Jazeera, os protestos começaram depois que os dois outros integrantes da comissão, ao lado de Kumar, levantaram objeções sobre a revisão das listas, os procedimentos de registro e os sistemas digitais (Al Jazeera, 1/11).
A versão da comissão e do governo
A Comissão Eleitoral diz que a revisão é necessária para ter listas corretas e que serve para remover registros duplicados, de pessoas mortas e fraudulentos. Nega favorecer qualquer partido e diz que eleitores aptos podem pedir inclusão, e que quem foi retirado por engano pode se registrar de novo (France 24, com AFP, 1/11; Al Jazeera, 1/11).
O BJP acusa a oposição de minar a democracia ao contestar procedimentos eleitorais legítimos. O ministro da Saúde, Jagat Prakash Nadda, chamou o ato de “drama meticulosamente planejado por quem foi derrotado e repetidamente rejeitado pelo povo” (France 24, com AFP, 1/11; Al Jazeera, 1/11; tradução da Vigília).
As fontes e o que não se conferiu
Apuração de 3 de novembro de 2026, só em páginas abertas e lidas. A versão da Comissão Eleitoral vem de como a AFP e a Al Jazeera a resumem; não se abriu nota oficial da comissão sobre o ato nem sobre os números. O total de nomes retirados (mais de 130 ou 133 milhões) é número da imprensa indiana citado pela oposição; nenhuma das fontes abertas o atribui à comissão. A divisão desse total por motivo (mudança de endereço, morte, duplicidade) aparece em compilações e em declarações de governistas vistas só em resultado de busca, com cifras que não batem entre si, e ficou fora. As objeções dos dois outros comissários são relato da Al Jazeera; os documentos não foram abertos. O número de manifestantes não tem contagem oficial. As declarações de Rahul Gandhi sobre prisão de Kumar e os 15% vêm de um único veículo, o Pratidin Time.
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