Mesário pega um rolo de adesivos “I Voted” (“Eu votei”) na prefeitura de Woodrow, no condado de Cass, em Minnesota, no dia da primária de 11 de agosto de 2026 — imagem do ciclo eleitoral, não do dia 3 de novembro.Lorie Shaull · Wikimedia Commons · CC BY 4.0
Último fato, 30/10relatado O total de votos antecipados chega a 49,6 milhões, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida.
A eleição de 3 de novembro decide o controle do Congresso na segunda metade do mandato de Donald Trump. Estão confirmados pelos órgãos oficiais o calendário, a composição atual da Câmara (218 republicanos, 214 democratas, um independente e duas vagas) e as decisões da Suprema Corte sobre mapas eleitorais e sobre o decreto presidencial de março que mexia no voto pelo correio. São relato de imprensa, ou números de institutos e analistas, as pesquisas — que dão vantagem democrata na disputa pela Câmara e um Senado indefinido —, o total de votos antecipados e as ações do Departamento de Justiça no Alasca e na Califórnia, ainda em tramitação. Pesquisa não é resultado: a apuração começa na noite de 3 de novembro, e em alguns estados pode levar dias.
- 435cadeiras da Câmara em disputa; hoje são 218 republicanos, 214 democratas, 1 independente e 2 vagas (Clerk da Câmara, consultado em 31/10)
- 35cadeiras do Senado em disputa, 22 hoje republicanas e 13 democratas; o Senado atual tem 53 republicanos e 47 democratas, contando dois independentes (CFR, 13/10; 270toWin, 23/10)
- 36governos estaduais em disputa, 18 hoje republicanos e 18 democratas (CFR, 13/10)
- 49.564.545votos antecipados (presenciais e pelo correio) até a noite de 30/10, segundo o Election Lab da Universidade da Flórida (CBS News, 31/10)
- 44% x 36%intenção de voto para a Câmara entre eleitores registrados, democratas x republicanos (Pew Research Center, campo de 28/9 a 4/10)
- 30%aprovação de Trump no Pew (28/9 a 4/10); a AP-NORC mediu 36% em outubro (Pew, 8/10; KTVU/AP-NORC, 15/10)
- 17disputas pela Câmara classificadas como empate técnico pelo Cook Political Report; 34 pendem para os democratas e 30 para os republicanos (270toWin, 23/10)
- 64,4%votos a favor da Proposição 50, que redesenhou os distritos da Califórnia (Secretaria de Estado da Califórnia, resultado certificado em 12/12/2025)
O que está em jogo
Na terça-feira, 3 de novembro, os Estados Unidos elegem todos os 435 deputados federais, 35 dos 100 senadores — 33 pelo calendário normal e dois em eleições especiais, na Flórida e em Ohio — e 36 governadores. Também votam 88 câmaras legislativas estaduais em 46 estados (CFR, 13/10; 270toWin, 23/10).
Na Câmara, os republicanos têm 218 cadeiras e os democratas 214, com um independente e duas vagas (Clerk da Câmara, consultado em 31/10). A maioria é de 218. Segundo o Council on Foreign Relations, os democratas precisam de ganho líquido de três cadeiras para assumir o controle (CFR, 13/10).
No Senado, os republicanos têm 53 cadeiras e os democratas 47, contando os dois independentes que votam com eles. Das 35 em disputa, 22 são hoje republicanas e 13 democratas (270toWin, 23/10; CFR, 13/10). Os democratas precisam de ganho líquido de quatro cadeiras para a maioria, porque em empate de 50 a 50 decide o vice-presidente, o republicano JD Vance.
Nos estados, republicanos governam 26 e democratas 24; dos 36 governos em disputa, metade é de cada partido (NPR, 5/5; CFR, 13/10). Em Louisiana, a eleição de 3 de novembro para a Câmara é só a primária, com segundo turno marcado para 12 de dezembro, por causa do novo mapa aprovado depois de decisão da Suprema Corte (relato de imprensa; ver ressalvas).
As pesquisas e as projeções
As pesquisas nacionais dão vantagem aos democratas na disputa pela Câmara. No Pew Research Center, 44% dos eleitores registrados disseram votar no candidato democrata e 36% no republicano (campo de 28 de setembro a 4 de outubro, 3.917 eleitores registrados). A média do RealClearPolling estava em 51,4% a 43,2% (Pew, 8/10; Al Jazeera, 30/10).
O Pew mediu também diferença de engajamento: 63% dos que preferem os democratas se disseram “extremamente motivados” a votar, contra 46% dos que preferem os republicanos (Pew, 8/10).
O Cook Political Report classificava, em 23 de outubro, 17 disputas pela Câmara como empate técnico, 34 como prováveis ou inclinadas aos democratas e 30 aos republicanos, sem contar as cadeiras consideradas seguras (270toWin, 23/10). Para o Senado, a CBS News acompanha 11 disputas: Maine, Michigan, Ohio, Texas e Alasca como empate; Iowa, Kansas e Carolina do Sul inclinadas aos republicanos; Geórgia, Carolina do Norte e New Hampshire inclinadas aos democratas (CBS News, 31/10).
Pesquisas estaduais recentes mostram disputas apertadas em estados que Trump venceu em 2024. No Texas, pesquisa da CNN deu 49% ao democrata James Talarico e 43% ao republicano Ken Paxton, que derrotou o senador John Cornyn na primária de maio (Al Jazeera, 30/10; ABC11, 27/5). Na Carolina do Sul, pesquisa New York Times/Siena encontrou empate em 48% entre a democrata Annie Andrews e a senadora interina Darline Graham, irmã de Lindsey Graham, que morreu no meio do ano (ABC News 4, 28/10).
Há o histórico: o partido do presidente perdeu cadeiras na Câmara em 37 das últimas 41 eleições de meio de mandato. No Senado a regra é mais fraca — em 2022 os democratas, no governo, ganharam uma cadeira enquanto perdiam nove na Câmara (CFR, 13/10).
Os temas da campanha
A economia lidera. No Pew, 84% dos eleitores registrados disseram que ela é muito importante para o seu voto, seguida pelo futuro da democracia (73%), saúde (68%), educação (62%) e imigração (59%) (Pew, 8/10).
Na pesquisa AP-NORC de outubro, 85% apontaram a economia e 84% o custo de vida entre os temas mais importantes. Entre os republicanos, os índices foram 80% e 76%; entre os democratas, 89% e 91% (KTVU, com dados da AP-NORC, 15/10).
A política externa entrou na campanha com a ação militar americana contra o Irã, iniciada em março: 65% desaprovam a condução de Trump no conflito e 33% aprovam (Pew, 8/10).
O papel do governo Trump
A aprovação de Trump está no ponto mais baixo do segundo mandato em várias séries: 30% no Pew, com 68% de desaprovação, e 36% na AP-NORC (Pew, 8/10; KTVU/AP-NORC, 15/10). O Gallup deixou de medir a aprovação presidencial em 2026.
Na reta final, Trump alternou comícios presenciais e por telefone. Fez comício em Daytona Beach, na Flórida, em 30 de outubro; cancelou eventos no Kansas e em Iowa e depois os remarcou para domingo, 1º de novembro; e programou comícios por telefone em 19 estados (CBS News, 31/10; Al Jazeera, 30/10).
O governo também agiu sobre a própria eleição. Em março, Trump assinou o Decreto 14.399, que manda o Departamento de Segurança Interna montar listas de cidadania para os estados, manda o Departamento de Justiça priorizar crimes eleitorais e pede ao Correio regras para cédulas enviadas por carta. O governo apresenta a medida como proteção contra o voto de não cidadãos; um grupo de estados e o Distrito de Columbia a contestaram na Justiça (Suprema Corte, 24/8).
Em 22 de outubro, o Departamento de Justiça processou a Divisão de Eleições do Alasca para impedir a certificação de uma eventual vitória da democrata Mary Peltola sobre o senador republicano Dan Sullivan, alegando que a candidatura de um homônimo, Daniel J. Sullivan, serviria para confundir eleitores. Trump disse ter ordenado a ação: “Fui eu que disse ‘façam’”. Peltola nega conhecer a candidatura, e o procurador-geral do Alasca pediu o arquivamento da ação em 31 de outubro (AP, via Anchorage Daily News, 23/10; CBS News, 31/10).
Regras de voto e redistritamento
Desde 2025, vários estados redesenharam seus distritos fora do calendário do censo. O Texas aprovou mapa feito para dar cinco cadeiras a mais aos republicanos, e a Suprema Corte permitiu seu uso em dezembro de 2025. Em resposta, a Califórnia aprovou em plebiscito a Proposição 50, com 64,4% dos votos, para ganhar até cinco cadeiras democratas; a Suprema Corte negou o pedido republicano contra o mapa em 4 de fevereiro (Secretaria de Estado da Califórnia; Al Jazeera, 4/2).
Em 29 de abril, no caso Louisiana v. Callais, a Suprema Corte decidiu por 6 a 3 que o segundo distrito de maioria negra da Louisiana era uma manipulação racial inconstitucional, porque a Lei de Direitos de Voto não exigia sua criação. A maioria, com voto do juiz Samuel Alito, restringiu o uso da raça no desenho de distritos; a juíza Elena Kagan, na divergência, disse que a decisão esvazia a lei (Suprema Corte, 29/4; National Constitution Center, 30/4). Depois da decisão, a Louisiana adiou as primárias para a Câmara para redesenhar o mapa, e em 2 de junho a Suprema Corte suspendeu a ordem judicial que impedia o Alabama de usar o mapa aprovado por seu Legislativo (ABC News, 1/5; Suprema Corte, 2/6).
Os tribunais também barraram mudanças. Em Missouri, a Suprema Corte manteve o mapa de 2022 para esta eleição, porque o mapa de 2025 depende de referendo (Suprema Corte, 25/9). Na Virgínia, a corte estadual anulou em maio a emenda que permitiria novo mapa favorável aos democratas (relato de imprensa).
Sobre o voto pelo correio, a Suprema Corte liberou em 24 de agosto as partes do Decreto 14.399 sobre listas de cidadania e prioridade a investigações, e em 14 de setembro negou ao Correio o direito de aplicar neste ano as novas regras para cédulas. O juiz Brett Kavanaugh escreveu que os funcionários eleitorais não teriam tempo de se adaptar antes de novembro (Suprema Corte, 24/8 e 14/9; Votebeat, 15/9).
Na Califórnia, o Departamento de Justiça pediu que fossem separadas as cédulas de cerca de 20 mil pessoas que diz serem não cidadãs. Em 30 de outubro, um juiz federal proibiu o órgão de exigir a separação e de ameaçar funcionários com processo, e o Tribunal de Apelações do 9º Circuito negou por 2 a 1 o pedido do governo (CBS News, 31/10).
O resultado
A votação é na terça-feira, 3 de novembro. As urnas fecham em horários diferentes conforme o estado, a partir das 18h no horário da costa leste (20h em Brasília). Esta seção será atualizada na noite da eleição e nos dias seguintes, com o controle da Câmara e do Senado, os governos estaduais e as disputas ainda em contagem.
A apuração pode demorar. Na Pensilvânia, as cédulas pelo correio só podem ser processadas no dia da eleição, e o processo no Alasca pode atrasar a certificação do Senado no estado (CBS News, 31/10; Al Jazeera, 30/10).
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Placa de votação antecipada no tribunal da paróquia de Madison, em Tallulah, na Louisiana, em 6 de maio de 2026 — imagem de contexto.Ktkvtsh · Wikimedia Commons · CC BY 4.0

Fachada oeste do Capitólio, sede do Congresso, em Washington — imagem de contexto, de 1997.Architect of the Capitol · Wikimedia Commons · domínio público
Matérias 6
A imprensa e os textos de referência contextualizam; o que sustenta o marco são as referências, abaixo.
- The Supreme Court’s Callais decision sets new framework for racial gerrymandering
Explica o voto da maioria e a divergência em Callais.
- Which states might redraw congressional maps in 2026, 2028 after Supreme Court’s Voting Rights Act ruling
Estado por estado, quem pretendia redesenhar distritos depois de Callais.
- Here’s a look at the 36 races for governor this year
As 36 disputas estaduais e as mais competitivas.
- Voters on both sides of the aisle want change, new poll on eve of 2026 midterm finds
Temas prioritários e aprovação de Trump na pesquisa AP-NORC.
- US Supreme Court rejects challenge to California redistricting map
A disputa entre os mapas do Texas e da Califórnia.
- Ken Paxton wins GOP runoff for US Senate, ousting John Cornyn, AP projects
A primária que abriu a disputa pelo Senado no Texas.
As fontes e o que não se conferiu
Apuração de 31 de outubro de 2026, só em páginas abertas e lidas. Os sites da AP e da Reuters recusaram acesso automatizado; a AP entra pela republicação no Anchorage Daily News e pelos dados da AP-NORC citados pela KTVU, e nenhuma informação vem direto da Reuters. As pesquisas divergem no tamanho da vantagem democrata (8 pontos no Pew e na média do RealClearPolling; outros levantamentos vão de 6 a 11 pontos), e o total de votos antecipados é do Election Lab da Universidade da Flórida, citado pela CBS, sem conferência na planilha original. As decisões de 30 de outubro na Califórnia e o processo no Alasca são relato da CBS e da AP; não se abriram as peças judiciais. Não se conferiu em fonte oficial o calendário da Louisiana (primária em 3/11 e segundo turno em 12/12), a decisão da Virgínia, a data exata da morte de Lindsey Graham nem o nome do deputado independente que aparece na contagem da Câmara. O saldo do redistritamento em cadeiras diverge entre analistas (de um a quatro a favor dos republicanos) e ficou fora dos números.
- Office of the Clerk, U.S. House of Representatives — composição partidária (31/10/2026) · Câmara dos EUA
- Louisiana v. Callais, nº 24-109 (29/04/2026) · Suprema Corte dos EUA
- Trump v. California, nº 26A124 (24/08/2026) · Suprema Corte dos EUA
- United States Postal Service v. California, nº 26A305 (14/09/2026) · Suprema Corte dos EUA
- People Not Politicians v. Onder, nº 26A388 (25/09/2026) · Suprema Corte dos EUA
- Supplement to the Statement of Vote, November 4, 2025, Statewide Special Election (12/12/2025) · Secretaria de Estado da Califórnia
- With Americans in a sour mood, Democratic voters are more engaged in midterms (08/10/2026) · Pew Research Center
- Iran conflict remains deeply unpopular as many Americans expect it to go on for months (08/10/2026) · Pew Research Center
- Trump administration files lawsuit to block possible Democratic win in Alaska Senate race (23/10/2026) · Associated Press, via Anchorage Daily News
- 2026 elections live updates: Trump takes part in online rallies as candidates make their final push (31/10/2026) · CBS News
- US midterms: 4 days to go – What the polls say as Trump reinstates rallies (30/10/2026) · Al Jazeera
- Supreme Court blocks Trump’s proposed mail ballot restrictions for 2026 election (15/09/2026) · Votebeat
- Five things to know about the midterms (13/10/2026) · Council on Foreign Relations
- Cook Political Report 2026 House Ratings (23/10/2026) · 270toWin
- New NYT/Siena poll shows SC Senate race tied as Andrews, Graham deadlocked at 48% (28/10/2026) · ABC News 4 (Charleston)
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