O plenário do Senado na sessão solene do Congresso que promulgou as Emendas Constitucionais 140 e 141, a do fim da escala 6x1 (16/10/2026)Agência Senado, 2026 · Wikimedia Commons (envio de: Agência Senado) · CC BY-SA 4.0
A Emenda Constitucional 141, promulgada em 16 de outubro de 2026, acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga: garante dois dias de repouso semanal remunerado e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem redução de salário. A transição tem dois passos: 42 horas e duas folgas em 60 dias, 40 horas um ano depois. O Senado a aprovou por 75 votos a 1.
- 14,9 milhõestrabalhadores na escala 6x1, segundo o Ministério do Trabalho
- 44 → 40 horasjornada semanal máxima, em 14 meses
- 461 a 19segundo turno na Câmara
- 75 a 1votação no Senado
- 60 diasprazo para a jornada de 42 horas e as duas folgas
- 2,5 vezes o teto do INSSsalário a partir do qual o diplomado fica fora das regras
O que havia antes
A Constituição permitia jornada de até 44 horas semanais e um dia de repouso. Segundo o Ministério do Trabalho, citado pela Agência Senado, dos 44,7 milhões de trabalhadores com jornada identificada, cerca de 14,9 milhões, um terço, cumpriam a escala 6x1. Outros 38,6 milhões trabalhavam mais de 40 horas, 37,2 milhões deles 44 horas, sobretudo no comércio, nos serviços, na indústria e na logística.
A base foi a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que tramitou com a PEC 8/2025, de Erika Hilton (PSOL-SP), nascida da mobilização do Movimento Vida Além do Trabalho. A proposta de Hilton previa quatro dias de trabalho e 36 horas.

As galerias do Senado na promulgação, com o telão que anuncia as Emendas 140 e 141 (16/10/2026)Agência Senado, 2026 · Wikimedia Commons (envio de: Agência Senado) · CC BY-SA 4.0
O que aconteceu
Em 27 de maio de 2026, a Câmara aprovou o substitutivo do relator Leo Prates (Republicanos-BA) por 472 a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo. Só o Novo e o Missão orientaram contra. O plenário derrubou um destaque do PL que pedia a escala 4x3 do texto inicial.

Diário Oficial da União de 16/10/2026, edição extra 196-A, Seção 1, p. 2, com a Emenda Constitucional nº 141 (jornada de 40 horas e duas folgas semanais)Imprensa Nacional, 2026 · Imprensa Nacional, acervo do Diário Oficial da União (pesquisa.in.gov.br) · ato oficial, sem direito autoral
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comprometeu-se a votar a proposta depois das eleições. Em 14 de outubro, o Senado a aprovou nos dois turnos por 75 votos a 1, o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A oposição, que tentava adiar a votação, liberou a bancada.
O Congresso promulgou a emenda em 16 de outubro, em sessão com Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, junto com a Emenda 140, sobre a aposentadoria de agentes de saúde. Lideranças da oposição não compareceram, segundo a Agência Brasil.
O novo art. 7º fixa jornada de até 8 horas diárias e 40 semanais e dois dias de repouso remunerado, um deles de preferência no domingo. Acordo ou convenção coletiva pode compensar folgas, com média de dois dias por semana no mês e ao menos um a cada sete. Empregados com diploma de nível superior e salário de pelo menos 2,5 vezes o teto do INSS ficam fora das regras de duração da jornada. A emenda não muda a jornada dos servidores públicos.
“Eu lembro da campanha do 13º salário, no começo dos anos 1960, foi a mesma coisa: vai quebrar as empresas! Vai afundar as empresas!”
O que veio depois
Cláusulas coletivas incompatíveis perdem validade em 60 dias, e jornadas já fixadas em até 40 horas não sofrem redução. Lei complementar poderá criar medidas de transição para microempreendedores e pequenas empresas, condicionadas à manutenção de empregos. Motta citou o aumento do teto de faturamento do MEI de R$ 80 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Na promulgação, Lula comparou as críticas às feitas ao 13º salário nos anos 1960. Até 28 de outubro de 2026, não havia efeito medido da mudança.

Agentes comunitários de saúde na galeria do Senado, na sessão solene de promulgação (16/10/2026)Agência Senado, 2026 · Wikimedia Commons (envio de: Agência Senado) · CC BY-SA 4.0

O painel do Senado com o resultado da votação em primeiro turno da PEC do fim da escala 6x1 (14/10/2026)Ton Molina/Agência Senado, 2026 · Wikimedia Commons (envio de: Ton Molina/Agência Senado) · Attribution

A Mesa do Congresso assina a promulgação das Emendas 140 e 141 (16/10/2026)Agência Senado, 2026 · Wikimedia Commons (envio de: Agência Senado) · CC BY-SA 4.0
Relato escrito sobre as fontes listadas abaixo, conferidas em 28/10/2026.
A norma
- norma
- Emenda Constitucional 141, de 16/10/2026
- ementa
- Altera o art. 7º da Constituição Federal para reduzir a duração máxima semanal do trabalho e prever 2 (dois) dias de repouso semanal remunerado, sem qualquer redução salarial.
- projeto
- PEC 221/2019
- quem propôs
- dep. Reginaldo Lopes (PT-MG)
- Câmara
- 461 sim, 19 não, em 27/05/2026
- Senado
- 75 sim, 1 não, em 14/10/2026
O voto de cada partido e os documentos · o texto oficial Senado Federal, dados abertos: legislação federal, processos e votações do Plenário; Câmara dos Deputados, dados abertos: proposições, autores, votações e votos (arquivos anuais)
Na República
Referências
Documentos oficiais
- Emenda Constitucional nº 141, de 16 de outubro de 2026 · Presidência da República (Planalto)
Para ler mais
- Câmara aprova PEC do fim da escala 6x1 em primeiro turno · Congresso em Foco
- Por 75 votos a um, Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 · Congresso em Foco
- Congresso promulga o fim da escala 6x1 e aposentadoria de agentes de saúde · Agência Senado
- Congresso promulga emenda do fim da 6x1; escala 5x2 começa em 60 dias · Agência Brasil
- Erika Hilton é a campeã de votos da bancada feminina · Agência Câmara
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