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A Nova República (desde 1985) · violência e segurança

O assassinato de Marielle Franco

14 de março de 2018 · governo de Michel Temer

Protesto pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes diante da Câmara Municipal do Rio, na Cinelândia, em 15/03/2018Celso Rocha de Barros, 2018 · Wikimedia Commons (envio de: Celso Rocha de Barros) · CC BY-SA 4.0

Na noite de 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros no Estácio, no centro do Rio. Os executores, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, foram condenados pelo júri em outubro de 2024. Em fevereiro de 2026, o STF condenou como mandantes os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.

O que havia antes

Marielle Franco estava no primeiro mandato de vereadora no Rio de Janeiro. Em 2016, teve 46,5 mil votos, a quinta maior votação para a Câmara Municipal. Cerca de duas semanas antes do crime, assumira a relatoria da comissão da Câmara criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do estado.

Cartaz “Marielle presente, hoje e sempre!” no Senado, no dia seguinte ao assassinato (15/03/2018)

Cartaz “Marielle presente, hoje e sempre!” no Senado, no dia seguinte ao assassinato (15/03/2018)Senado Federal, 2018 · Wikimedia Commons (envio de: Senado Federal) · CC BY 2.0

O que aconteceu

Em 14 de março de 2018, Marielle voltava de um evento chamado “Jovens negras movendo as estruturas”, na Lapa, para casa, na Tijuca. No Estácio, o carro foi atingido por vários tiros disparados de outro veículo. Marielle e o motorista Anderson Gomes morreram. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu.

As fontes divergem sobre o número de disparos. A Agência Brasil já registrou nove tiros no total, com quatro na cabeça da vereadora, e treze, com base no depoimento de Élcio de Queiroz.

Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz estão presos desde 12 de março de 2019. Ambos fizeram acordo de delação premiada. Segundo os investigadores, o crime envolve questões fundiárias e milícias, ligadas a divergências sobre um projeto de lei que buscava regularizar um condomínio na Zona Oeste.

“A justiça por vezes é lenta, é cega é burra, é injusta, é errada, é torta. Mas ela chega.”

Lúcia Glioche, juíza do 4º Tribunal do Júri do Rioleitura da sentença, segundo a Agência Brasil, 31/10/2024a fonte

O que veio depois

Em 24 de março de 2024, foram presos o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Domingos Brazão, o deputado federal Chiquinho Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil do Rio na época do crime. Por causa do foro, passaram a réus no STF.

Em 31 de outubro de 2024, o 4º Tribunal do Júri do Rio condenou Lessa a 78 anos, 9 meses e 30 dias, e Queiroz a 59 anos, 8 meses e 10 dias, por duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves e receptação. A juíza Lúcia Glioche disse ao ler a sentença: “A justiça por vezes é lenta, é cega é burra, é injusta, é errada, é torta. Mas ela chega.”

Em 25 de fevereiro de 2026, a Primeira Turma do STF, com relatoria de Alexandre de Moraes, condenou por unanimidade (Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino) os irmãos Brazão a 76 anos e 3 meses por organização criminosa armada, dois homicídios e uma tentativa. Rivaldo Barbosa teve a acusação de homicídio reenquadrada por falta de prova específica, e foi condenado a 18 anos por obstrução e corrupção passiva.

O major Ronald Paulo Alves teve 56 anos, e Robson Calixto, 9. Em junho de 2026, a Turma formou maioria contra os recursos das defesas.

Marielle Franco em agosto de 2016, na campanha que a elegeu vereadora do Rio

Marielle Franco em agosto de 2016, na campanha que a elegeu vereadora do RioMídia NINJA, 2016 · Wikimedia Commons (envio de: Mídia NINJA) · CC BY-SA 2.0

A escadaria da rua Capote Valente, em São Paulo, pintada com retratos de Marielle Franco (2024)

A escadaria da rua Capote Valente, em São Paulo, pintada com retratos de Marielle Franco (2024)Ferik80, 2024 · Wikimedia Commons (envio de: Ferik80) · CC BY 4.0

Relato escrito sobre as fontes listadas abaixo, conferidas em 28/10/2026.

Na República

Referências

Agência Brasil (31/10/2024)

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