Pular para o conteúdo
República

República / marcos / o império

O Império (1822–1889) · política e instituições

A Revolução Praieira

7 de novembro de 1848

O Recife visto do Teatro Santa Isabel, em meados do século XIX (Brasiliana Iconográfica)autor desconhecido · Wikimedia Commons (origem: Brasiliana Iconográfica) · domínio público

Em 7 de novembro de 1848, liberais pernambucanos do Partido da Praia pegaram em armas depois de perder os cargos para os conservadores. O movimento pediu Constituinte, fim do Poder Moderador e nacionalização do comércio a varejo. Fracassou no ataque ao Recife, em 1849, e os chefes foram condenados.

O que havia antes

Nos anos 1840, uma dissidência liberal, o Partido da Praia, disputou Pernambuco com os conservadores ligados aos Cavalcanti. De 1845 a abril de 1848, com Chichorro da Gama, os praieiros governaram e trocaram cerca de 600 autoridades policiais, segundo Marcus Carvalho.

No Recife, a plebe urbana pedia a nacionalização do comércio a retalho, dominado por portugueses. Com a queda dos liberais na Corte em 1848, mais de 40 proprietários praieiros recusaram devolver cargos e armas. Em 17 de outubro, o conservador Herculano Ferreira Pena foi nomeado presidente.

Frederick Hagedorn, panorama do Recife (1855)

Frederick Hagedorn, panorama do Recife (1855)Friedrich Hagedorn, 1855 · Wikimedia Commons · domínio público

O que aconteceu

Em 7 de novembro de 1848 começou a revolta, com o levante de Olinda e a luta do coronel Manoel Pereira de Moraes na Zona da Mata, segundo a MultiRio e Carvalho. O deputado Nunes Machado, líder praieiro na Corte, ficou no Recife até dezembro recrutando gente.

O manifesto Ao Mundo, de Borges da Fonseca, o mais radical da revolta, exigia voto livre e universal, entre outras reformas. Segundo o Arquivo Nacional, em janeiro de 1849 os praieiros invadiram o Recife e foram vencidos. Nunes Machado morreu durante a revolta, e Borges da Fonseca assumiu o comando, segundo o chefe de polícia citado por Carvalho.

O que veio depois

Em 17 de agosto de 1849, os chefes processados, como Borges da Fonseca, foram condenados à prisão perpétua em Fernando de Noronha. A anistia veio por decreto de 28 de novembro de 1851, segundo a MultiRio.

A luta não parou de imediato: o tenente Pedro Ivo manteve guerrilha nas matas de Água Preta, perto de Alagoas, até 1850, registra Carvalho. Rendeu-se com promessa de anistia, foi preso e morreu ao fugir rumo à Europa, segundo a MultiRio. Os participantes pobres foram recrutados à força para o Exército.

O Recife em 1865

O Recife em 1865João Ferreira Villela, 1865 · Wikimedia Commons · domínio público

Relato escrito sobre as fontes listadas abaixo, conferidas em 28/10/2026.

Referências

Arquivo Nacional, MAPA, cronologia do período imperial

Reportar erroDireito de resposta

Toda mensagem é conferida na fonte oficial antes de mudar a página. Como corrigimos

Acessibilidade

As escolhas valem para todo o site e ficam guardadas só neste aparelho.

Tamanho do texto
Contraste
Movimento
Letra do texto corrido