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República

República / marcos / o império

O Império (1822–1889) · política e instituições

A Revolução Farroupilha

20 de setembro de 1835

Guilherme Litran, “Carga de cavalaria farroupilha” (1893)Guilherme Litran, 1893 · Wikimedia Commons · domínio público

Em 20 de setembro de 1835, estancieiros do Rio Grande do Sul tomaram Porto Alegre contra o governo imperial. Em 1836 proclamaram a República Rio-Grandense. A guerra durou dez anos, a mais longa revolta do Brasil monárquico, e acabou com o acordo de Poncho Verde, em 1845.

O que havia antes

A economia gaúcha vivia da pecuária e do charque, que alimentava escravizados e pobres de outras províncias. O charque platino, feito com trabalho assalariado, era mais barato. Os produtores se queixavam de impostos altos sobre o sal e o produto local e de tarifas baixas para o importado, segundo a MultiRio.

Fernando Henrique Cardoso, citado pela MultiRio, atribui a falta de competitividade ao “custo social” da escravidão. Em 1834, o presidente nomeado, Fernandes Braga, criou novos impostos, entre eles um sobre propriedades rurais, e acusou os liberais de plano separatista.

Bento Gonçalves da Silva, presidente da República Rio-Grandense

Bento Gonçalves da Silva, presidente da República Rio-Grandenseautor desconhecido · Wikimedia Commons · domínio público

O que aconteceu

Em 20 de setembro de 1835, as forças rebeldes tomaram Porto Alegre, registra o Arquivo Nacional. Os legalistas recuperaram a cidade em 15 de junho de 1836. Em 11 de setembro de 1836 foi proclamada a República Rio-Grandense, no Campo de Menezes, com capital em Piratini; Bento Gonçalves tomou posse como presidente em 6 de novembro.

Declaração do barão de Caxias anunciando o fim da Revolução Farroupilha, 1º de março de 1845
O documento

Declaração do barão de Caxias anunciando o fim da Revolução Farroupilha, 1º de março de 1845Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias · Wikimedia Commons (origem: Arquivo Nacional) · domínio público

Em julho de 1839, Davi Canabarro e Giuseppe Garibaldi proclamaram a República Juliana em Santa Catarina, que caiu em novembro. Escravizados lutaram como Lanceiros Negros, com promessa de liberdade. O deputado Raul Carrion, ouvido pelo Senado, diz que chegaram a mais da metade do exército rebelde.

O que veio depois

Em 14 de novembro de 1844, no cerro dos Porongos, as tropas imperiais atacaram o acampamento e mataram lanceiros negros desarmados. Uma carta atribuída a Caxias, guardada no Arquivo Histórico do RS, diz que o ataque foi combinado com Canabarro; sua autenticidade é debatida.

O acordo de Poncho Verde, de 28 de fevereiro de 1845 segundo o Arquivo Nacional, encerrou a guerra; foi assinado por Caxias e Canabarro, segundo o Memorial do RS. A liberdade dos lanceiros foi recusada pelo Império, segundo a Rádio Senado. Em 2024, os Lanceiros Negros foram inscritos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Antônio Parreiras, “Proclamação da República Rio-Grandense” (1915)

Antônio Parreiras, “Proclamação da República Rio-Grandense” (1915)Antônio Parreiras, 1914 · Wikimedia Commons · domínio público

Mapa do teatro da guerra na província do Rio Grande de São Pedro do Sul, 1839

Mapa do teatro da guerra na província do Rio Grande de São Pedro do Sul, 1839autor desconhecido, 1839 · Wikimedia Commons · domínio público

Anita Garibaldi, que lutou com os farrapos, em 1839

Anita Garibaldi, que lutou com os farrapos, em 1839Gaetano Gallino, 1845 · Wikimedia Commons · domínio público

Relato escrito sobre as fontes listadas abaixo, conferidas em 28/10/2026.

Referências

Arquivo Nacional, MAPA, cronologia do período imperial

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