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República / marcos / a república de 1946

A República de 1946 (1945–1964) · cultura

A criação do IEB

1962 · governo de João Goulart

O prédio do Instituto de Estudos Brasileiros na Cidade Universitária da USP (foto de 2022)Emily Bertazzo, 2022 · Wikimedia Commons (Emily Bertazzo) · CC BY-SA 4.0 — Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0

Em 1962, o historiador Sérgio Buarque de Holanda criou na Universidade de São Paulo o Instituto de Estudos Brasileiros, o IEB. Começou com a Brasiliana de Yan de Almeida Prado e reúne hoje os acervos de Mário de Andrade, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, entre outros.

O que havia antes

Sérgio Buarque de Holanda, autor de Raízes do Brasil, era professor da USP quando propôs um centro que juntasse as humanidades para pensar o país. O IEB se define como “órgão de integração” da universidade, com o desafio de fazer a reflexão crítica sobre a sociedade brasileira, segundo o próprio instituto.

As coleções iniciais foram duas brasilianas. A de Yan de Almeida Prado, comprada pela USP em 1962, tinha 10 mil volumes do período colonial e do Império, com obras de viagem dos séculos XVI a XX. A de Alberto Lamego trazia obras raras e manuscritos, entre eles a Crônica de Nuremberg, de 1493, segundo o Guia do IEB (Lanna, 2010).

Sérgio Buarque de Holanda, fundador do IEB, em 1957

Sérgio Buarque de Holanda, fundador do IEB, em 1957Autor não identificado, 1957 · Arquivo Nacional, fundo Correio da Manhã (via Wikimedia Commons) · domínio público

O que aconteceu

O IEB foi criado em 1962, e Sérgio Buarque o dirigiu de 1962 a 1964, segundo o Jornal da USP. Desde a origem, pesquisa e acervo andam juntos: as atividades de pesquisa “se fazem associadas à preservação dos acervos culturais sob sua guarda”, diz o Guia. As bibliotecas incorporadas ficam inteiras, com o nome de quem as formou.

A Biblioteca nasceu da Brasiliana de Yan de Almeida Prado. O Arquivo surgiu em 1968, ligado à Biblioteca, e virou setor próprio em 1974, com a chegada de arquivos pessoais. Ao lado deles formou-se uma Coleção de Artes Visuais.

“As atividades de pesquisa se fazem associadas à preservação dos acervos culturais sob sua guarda. Essa articulação é constitutiva do IEB”

Instituto de Estudos BrasileirosGuia do IEB (Lanna, org.), p. 15, 2010a fonte

O que veio depois

A coleção de Mário de Andrade foi comprada pela USP da família em 1967 e incorporada ao IEB em 1968, com biblioteca anotada, correspondência, manuscritos e obras de arte; o Iphan ratificou seu tombamento, segundo a Fapesp. Vieram depois os acervos de Guimarães Rosa (compra em 1973), de Graciliano Ramos (doação em 1980, complementada em 1984), de Caio Prado Júnior (2001) e de Milton Santos (2009).

O Fundo João Guimarães Rosa, com cerca de 20 mil documentos e 3 mil livros, entrou no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da Unesco. Em 1995, o IEB recebeu o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Iphan. Em 2010, o Guia contava cerca de 450 mil documentos, 180 mil livros e 8 mil objetos. Em 2022, a Revista do IEB comemorou os 60 anos do instituto.

Relato escrito sobre as fontes listadas abaixo, conferidas em 28/10/2026.

Referências

Instituto de Estudos Brasileiros (USP), “Sobre o IEB”

Documentos oficiais

Para ler mais

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