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República

República / marcos / o império

O Império (1822–1889) · política e instituições

A Confederação do Equador

2 de julho de 1824

Leandro Martins: o Exército imperial ataca as forças da Confederação no Recife, 1824Leandro Martins · Wikimedia Commons · domínio público

Em 2 de julho de 1824, no Recife, Manuel de Carvalho Paes de Andrade proclamou a Confederação do Equador, república federativa que reuniria as províncias do Norte contra o governo do Rio. Teve adesões na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no Ceará e caiu em novembro. Frei Caneca foi fuzilado em 1825.

O que havia antes

Pernambuco aderiu à independência esperando uma Constituição liberal e autonomia para as províncias. Em outubro de 1823, a escolha dos presidentes provinciais passou a ser do imperador. Em novembro, d. Pedro I dissolveu a Constituinte, e em março de 1824 outorgou a Constituição com o Poder Moderador.

As câmaras de Recife e Olinda negaram aprovação aos atos do imperador, por receio do “antigo e sempre detestável despotismo”. D. Pedro nomeou presidente Francisco Pais Barreto no lugar de Manuel de Carvalho, escolhido pelas câmaras locais. Frei Caneca atacava a outorga no jornal Typhis Pernambucano.

Antônio Parreiras, estudo para Frei Caneca, o ideólogo da Confederação, fuzilado em 1825

Antônio Parreiras, estudo para Frei Caneca, o ideólogo da Confederação, fuzilado em 1825Antônio Parreiras · Wikimedia Commons · domínio público

O que aconteceu

Em 2 de julho de 1824, Manuel de Carvalho, que estivera exilado nos Estados Unidos depois de 1817, proclamou a Confederação do Equador. Segundo o Arquivo Nacional, ela reuniria Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, com apoio do Piauí e do Pará. Assumiu o poder na Paraíba em 14 de julho e chegou ao Rio Grande do Norte em 3 de agosto.

Panfletos da Confederação do Equador (1824)
O documento

Panfletos da Confederação do Equador (1824)Jhandoffer, 1824 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Uma assembleia elaborou projeto de constituição que priorizava o Legislativo e suspendeu o tráfico de escravizados no porto do Recife. A medida e a participação popular afastaram senhores de engenho, segundo a MultiRio e o historiador George Cabral, ouvido pelo Senado.

“salta aos olhos a negra perfídia, são patentes os (...) perjúrios do Imperador”

Manuel de Carvalho Paes de Andrade e confederadosManifesto da proclamação da Confederação do Equador, transcrito pela MultiRio, 02/07/1824a fonte

O que veio depois

Em 2 de agosto, o governo mandou tropas por mar e terra; dominaram Recife e Olinda em 17 de setembro. A Confederação terminou em 29 de novembro, com a capitulação no Ceará. As instruções imperiais mandavam não admitir capitulação, segundo a MultiRio. Os líderes foram julgados por tribunais militares.

Frei Caneca, condenado à forca, foi fuzilado em 13 de janeiro de 1825 no forte das Cinco Pontas, porque os carrascos se recusaram a enforcá-lo. O padre Mororó também foi executado; Manuel de Carvalho exilou-se. Pernambuco perdeu a comarca do rio São Francisco. Em 2025, uma comissão do Senado propôs seis projetos sobre a memória do movimento.

Projeto de bandeira da Confederação do Equador (1824)

Projeto de bandeira da Confederação do Equador (1824)autor desconhecido, 1824 · Wikimedia Commons · domínio público

Comemoração do centenário da Confederação do Equador, Recife, 2/7/1924

Comemoração do centenário da Confederação do Equador, Recife, 2/7/1924autor desconhecido, 1924 · Wikimedia Commons · domínio público

Relato escrito sobre as fontes listadas abaixo, conferidas em 28/10/2026.

Referências

Arquivo Nacional, MAPA, cronologia do período imperial

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