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República

República / marcos / o império

O Império (1822–1889) · política e instituições

A abdicação de D. Pedro I

7 de abril de 1831

Aurélio de Figueiredo, “A abdicação do primeiro imperador do Brasil” (1911): d. Pedro I entrega a carta de abdicaçãoAurélio de Figueiredo, 1911 · Museu Histórico Nacional (reprodução da Revista de História da Biblioteca Nacional, via Wikimedia Commons) · domínio público

Na madrugada de 7 de abril de 1831, pressionado por manifestações e pela adesão das tropas à oposição, d. Pedro I abdicou do trono em favor do filho Pedro de Alcântara, de cinco anos. Deputados e senadores elegeram no mesmo dia uma Regência Provisória. Começava o período regencial.

O que havia antes

Segundo a MultiRio, pesavam contra d. Pedro I a oposição ao Poder Moderador e ao “Partido Português”, os gastos da guerra contra as Províncias Unidas do Prata e a queda de preços dos produtos agrícolas. Em 13 e 14 de março de 1831, a Noite das Garrafadas opôs portugueses e brasileiros nas ruas do Rio, nas festas pelo retorno de d. Pedro de Minas.

Em 5 de abril, d. Pedro I dissolveu o gabinete e nomeou outro, o Ministério dos Marqueses. No dia 6, grupos se reuniram no Campo da Aclamação exigindo a volta do gabinete liberal. À noite, as tropas do brigadeiro Francisco de Lima e Silva se juntaram a eles. No mesmo dia, o imperador nomeou José Bonifácio tutor dos filhos.

Debret, “Aclamação de d. Pedro II no Rio de Janeiro, 7 de abril de 1831”

Debret, “Aclamação de d. Pedro II no Rio de Janeiro, 7 de abril de 1831”Jean Baptiste Debret, 1839 · Wikimedia Commons · domínio público

O que aconteceu

Na madrugada de 7 de abril de 1831, sem conseguir contornar a crise, d. Pedro I apresentou o ato de abdicação em favor do filho. Deixou o palácio sem se despedir do herdeiro, a quem escreveu depois. No mesmo dia, deputados e senadores elegeram a Regência Provisória: o marquês de Caravelas, Nicolau Vergueiro e Francisco de Lima e Silva.

A carta de abdicação de d. Pedro I, 7 de abril de 1831
O documento

A carta de abdicação de d. Pedro I, 7 de abril de 1831Pedro I of Brazil, 1831 · Wikimedia Commons · domínio público

A proclamação dos “representantes da nação” atribuiu a abdicação à “união do povo e tropa do Rio de Janeiro”, “sem que fosse derramada uma só gota de sangue”. A Constituição fixava a maioridade do imperador em 18 anos, e o herdeiro tinha cinco.

“me retiro para a Europa (...) para que o Brasil sossegue, o que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz”

d. Pedro ICarta ao filho, citada pela MultiRio, 1831-04a fonte

O que veio depois

D. Pedro II foi aclamado em 9 de abril. Em 13 de abril, d. Pedro I e d. Amélia deixaram o Brasil. Em 17 de junho foi eleita a Regência Trina Permanente: Lima e Silva, José da Costa Carvalho e João Bráulio Muniz.

O Ato Adicional de 1834 instituiu a Regência Una. O período foi marcado por revoltas em várias províncias, como a Cabanagem, a Farroupilha, a Sabinada e a Balaiada, e terminou com a declaração antecipada da maioridade de d. Pedro II, em 1840.

Manuel de Araújo Porto-Alegre, “Juramento da Regência Trina” (1831)

Manuel de Araújo Porto-Alegre, “Juramento da Regência Trina” (1831)Manuel de Araújo Porto-Alegre, 1831 · Wikimedia Commons · domínio público

Relato escrito sobre as fontes listadas abaixo, conferidas em 28/10/2026.

Referências

Arquivo Nacional, cronologia do período imperial

Documentos oficiais

Para ler mais

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