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República

República / marcos / a primeira república

A Primeira República (1889–1930) · política e instituições

A Coluna Prestes

1925 · governo de Artur Bernardes

Os chefes da Coluna Miguel Costa-Prestes, fotografados em 1927, no fim da marchaAutor não identificado, 1927 · Wikimedia Commons · domínio público

De abril de 1925 a fevereiro de 1927, a coluna tenentista comandada por Miguel Costa e Luís Carlos Prestes marchou cerca de 25 mil km por 11 estados contra o governo de Artur Bernardes. Nunca foi derrotada em batalha decisiva, mas também não sublevou o país. Terminou com cerca de 600 homens exilados na Bolívia.

O que havia antes

A revolta do Forte de Copacabana, em 1922, foi vencida, mas o governo Bernardes passou quatro anos sob estado de sítio, com censura e presos políticos. Em 5 de julho de 1924, militares liderados pelo general Isidoro Dias Lopes, pelo major Miguel Costa e por tenentes tomaram São Paulo. Bombardeados, abandonaram a cidade na madrugada de 28 de julho e seguiram para o interior do Paraná.

Em outubro de 1924, unidades do Rio Grande do Sul se levantaram. O capitão Luís Carlos Prestes reuniu os remanescentes em São Luís Gonzaga, e a coluna gaúcha partiu em 27 de dezembro de 1924, com cerca de 2 mil homens mal armados. O objetivo era juntar-se aos paulistas.

O comando da Coluna, c. 1925

O comando da Coluna, c. 1925Desconhecido. Acervo CPDOC/FGV · Wikimedia Commons (acervo CPDOC/FGV) · domínio público

O que aconteceu

Em abril de 1925, no Paraná, a vanguarda gaúcha encontrou a divisão paulista. Em 29 de abril, a coluna atravessou o rio Paraná e começou a marcha, sob Miguel Costa e Prestes. Foi organizada em quatro destacamentos, comandados por Cordeiro de Farias, João Alberto, Siqueira Campos e Djalma Dutra, segundo o CPDOC.

A coluna cruzou Mato Grosso, Goiás, Minas, o Maranhão, o Piauí, o Ceará, o Rio Grande do Norte, a Paraíba, Pernambuco e a Bahia. Usava marchas rápidas e manobras como o “laço húngaro” para escapar dos cercos. Em fevereiro de 1926, três colunas governistas com 15 mil homens tentaram cercá-la em Pernambuco. Juarez Távora foi preso no Maranhão, em 31 de dezembro de 1925.

A população do interior não aderiu em massa. Em outubro de 1926, já de volta a Mato Grosso, a coluna se dividiu: cerca de 80 homens seguiram com Siqueira Campos e cerca de 620 com o restante do comando. Os chefes decidiram encerrar a marcha e emigrar para a Bolívia.

“Foi decidido que a marcha seria encerrada e que eles emigrariam para a Bolívia.”

Alzira Alves de AbreuVerbete “Coluna Prestes”, Atlas Histórico do Brasil (FGV CPDOC)a fonte

O que veio depois

Em 3 de fevereiro de 1927, o grosso da coluna entrou na Bolívia pela fazenda Capim Branco: cerca de 400 homens com Prestes e cerca de 100 com Miguel Costa, João Alberto e Cordeiro de Farias, segundo o Atlas do CPDOC. Em março, Siqueira Campos entrou no Paraguai com 65 homens. O governo Washington Luís, empossado em novembro de 1926, já não se sentia ameaçado pelos tenentes, segundo o Arquivo Nacional.

No exílio, Prestes aproximou-se do comunismo e, em 29 de maio de 1930, divulgou manifesto de adesão, segundo o Arquivo Nacional. Para o CPDOC, os levantes de 1922 e 1924 e a Coluna formam o “tenentismo”, que contribuiu para a queda da Primeira República em 1930.

“A Columna Prestes”, página da revista O Malho de 25 de setembro de 1926

“A Columna Prestes”, página da revista O Malho de 25 de setembro de 1926Autor não identificado, 1926 · Wikimedia Commons (revista O Malho) · domínio público

Relato escrito sobre as fontes listadas abaixo, conferidas em 28/10/2026.

Referências

FGV CPDOC, Atlas Histórico do Brasil, verbete “Coluna Prestes”

Documentos oficiais

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