A revista · tópicos · Volume 3
La muerte de la muerte
César Vallejo, tradução de Caique Zen
Publicado em 30 de agosto de 2018
Na verdade, o céu não fica nem longe nem perto da terra. Na verdade, a morte não fica nem perto nem longe da vida. Estamos sempre diante do rio de Heráclito.
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Com o advento do avião e da radiotelegrafia, o sentimento de nostalgia despertado pela distância vai, de certo modo e até nova ordem, enfraquecendo ou desaparecendo. O que não desaparece, com os progressos científicos e industriais, é a nostalgia do tempo.
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Entre as mil ou mais vozes simultâneas de um coro, ouve-se apenas duas delas.
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Não há nada a temer. Não há nada a esperar. Sempre se está mais ou menos vivo. Sempre se está mais ou menos morto.
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A música vem do relógio. A música, como arte, nasceu no momento em que o homem se deu conta, pela primeira vez, da existência do tempo, digo, da marcha das coisas, do movimento universal. Um! Dois! E a escala nasceu.