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Ironia sentimental

Coaxar dos sapos, quando a noite é calma,

sem jardins simbolistas, nem repuxos cantantes,

nem rosas místicas na sombra, nem dor em verso...

Coaxar dos sapos, longamente,

quando o céu palpita na moldura da janela,

num mistério doce, num mistério infinito,

e em cada estrela há um lábio, um lábio puro que treme,

e um segredo na luz que palpita, palpita...

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